Eu converso comigo mesma e tenho dúvidas que consigo responder sozinha. Outras não. Como essa, por exemplo: o que faz as pessoas estarem tão frenéticas no trânsito, 8 da manhã? Nesses dias de horário de verão, às 8 da manhã o dia está magnífico, por falta de um adjetivo melhor. É uma luz, é uma temperatura, é uma cor, é um cheiro de coisa saudável, é uma vontade de inspirar e expirar.
Ju faz yoga, eu vejo meus bíceps aumentarem no espelho da academia, João vai nadar, Camila pedala pelo calçadão, meus pais correm pelo Bessa.
Inspira e expira.
Quando passo pela beira mar, já toda goma e botão, penso naquela água que não me banha, penso naquelas árvores que não são minhas, penso no muro de vidro que me separa de tudo aquilo e na minha vontade de transpor essa barreira que nunca se concretiza; gosto de ser observadora dessa vida que não me pertence.
Não é a cidade, sou eu. Como adolescente que não sabe como terminar namoro, eu estou sempre com um pé no precipício. Eu queria ser a rosa do pequeno príncipe, intocável e tão delicada. E no lugar disso eu sou toda força e destrambelhada.
Claro que penso porque eu faço as coisas assim. É que fico extasiada com minha própria confusão.
A rosa do pequeno príncipe tem muito de força e destrambelhamento… mas vc é mais legal, bonita e bossa.
Deixa de jogar teu charme pra cima de mim. ;)
a rosa do pequeno princípe não tropeça porque lhe faltam pernas, fato que também lhe impede a dança.
vamos bailar, com toda a força e destrambelhamento desse mundo. :)
Won’t you dance with me in my world of fantasy? ;) Sempre querida, né Quel?